O que a “greve dos caminhoneiros” nos ensinou

A greve dos caminhoneiros nos evidenciou 5 questões urgentes no nosso país.

  1. As políticas econômicas desastrosas do governo Dilma. Primeiramente, mais importante do que “Fora Temer”, é a necessidade de se entender a causa da greve dos caminhoneiros. No governo Dilma, o BNDES passou a dar condições extremamente facilitadas para quem quisesse comprar caminhões (Encontre aqui as informações sobre o incentivo para a compra de caminhões). Resultado? Excesso de oferta, o preço cai. O segmento deixou de lucrar com a prestação de serviço de transporte. E, para somar à essa política desastrosa, os esquemas de corrupção deflagrados na Petrobras e com o tabelamento de preços dos combustíveis no governo Dilma que elevaram as dívidas da estatal, toda a população está agora obrigada a pagar o prejuízo. O governo Temer, com a responsabilidade de resgatar a Petrobras da “lama” combinou que não iria interferir, deixando para o mercado flutuante internacional definir os preços. Conclusão: os caminhoneiros “empinaram a carroça” (em bom goianês) e paralizaram o Brasil, culminando na segunda lição do evento.
  2. Os caminhoneiros não estavam preocupados com mais ninguém a não ser com o próprio umbigo. Na negociação pediram subsídio e corte de impostos para o segmento, SOMENTE PARA O SEGMENTO. O que obriga que toda a população, mais uma vez, assuma mais esse prejuízo, tendo que custear os gastos públicos previstos na lei orçamentária deste ano através do aumento de impostos em outras áreas, bem como o aumento de pedágio e o que mais inventarem!
  3. Mas a população brasileira (toda enganada) ficou do lado dos caminhoneiros! Achando que era uma “revolução dos bichos” aos moldes do livro homônimo de George Orwell, ou acreditando numa fórmula mágica para o país sair da crise de corrupção e politicagem com o dinheiro público.
  4. Descobrimos também a falta de noção dos políticos, dos burocratas e das entidades de uso exclusivamente politico que aproveitaram a pauta para conseguir apoio para as próprias causas, distorcendo tudo o que estava acontecendo para casar com seus próprios interesses. Intervenção militar de um lado, “é a classe operária contra a classe burguesa do século XXI” de outro, “fora temer” e “panelaço” para todos os lados.
  5. Mas reduzir a quantidade de gastos públicos desnecessários, tirar privilégios, acabar com altos salários e altas aposentadorias, retirar incentivos para fazer reserva de mercado às empresas e segmentos que elegeram os políticos não ouvi ninguém falar. Para conseguir reduzir impostos, que é o que a população brasileira precisa nesse momento para conseguir trabalhar e ganhar seu dinheiro em paz, é preciso fazer todas essas medidas citadas acima, não tem outro jeito! De caminhoneiros até produtores, usuários e consumidores, todos precisam ser prestigiados, e não somente uma parcela da população, como tem acontecido até hoje! E mais uma vez com o resultado dessa greve.
  6. Por fim, deflagramos também a crise energética brasileira e a crise na logística brasileira, com falta de estrutura multi modal de transportes. Estamos numa enorme dependência de combustíveis fósseis e de definições estruturais de logística e transporte. O investimento é muito caro, eu sei, mas as áreas de energia e de transportes são tão regulamentadas, burocráticas e complicadas nesse país, que qualquer inovação nas áreas restam prejudicadas. Está passando da hora de inovações tecnológicas ocuparem esse espaço! E, naturalmente, de políticos mais preparados e conscientes tomarem o poder!

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