Como é “exploração” se a troca é voluntária?

Walter Williams escreveu essas palavras: “Sempre que as pessoas utilizam o termo “exploração” em referência a uma transação voluntária, elas estão simplesmente discordando do preço. Só que, se partirmos do princípio de que discordância do preço é exploração, então a exploração está por todos os lados. Por exemplo, eu não apenas discordo do meu salário, como também discordo dos preços de um jatinho particular.

De maneira alguma estou sugerindo que você retire o termo “exploração” do seu vocabulário.  Trata-se de um termo emocionalmente valioso, que tem grandes poderes enganadores quando empregado corretamente. No início de meus 44 anos de casado, minha mulher frequentemente me fazia acusações de a estar explorando. Ela costumava esbravejar: “Walter, você está me usando!”  Isso durou um tempo. Até que, em um determinado dia, respondi: “Querida, é claro que estou usando você. Se você não tivesse nenhum proveito para mim, eu simplesmente não teria me casado com você”.

Quantos de nós nos casaríamos com uma pessoa que não tivesse proveito nenhum para nós?  Com efeito, o principal problema dos solitários deprimidos é que eles simplesmente não conseguem encontrar alguém que tenha interesse em usá-los.”

Infelizmente, muitas pessoas são ingênuas o bastante ao ponto de acreditar que compaixão, preocupação e “entender a dor do outro” são atos moralmente superiores aos interesses particulares.  Agindo assim, elas se tornam vítimas fáceis de charlatães, impostores e vigaristas. Se tem um objetivo primordial na compreensão de que as trocas voluntárias são formas de garantir o ganha-ganha, é a valorização do indivíduo e do seu respeito por si mesmo.

 

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