Os 5 eleitores que estragam a democracia. Veja quem são e se você é um deles.

Existem 5 perfis de eleitores que atrapalham imensamente o processo democrático. Pois mesmo que não saibam, eles são os que mais influenciam para que os políticos corruptos sejam eleitos. Se você se identificar com algum desses perfis, não se preocupe! Você pode mudar a partir de agora o seu comportamento eleitoral. Veja os perfis:

  1. Eleitor do voto útil
    Sabemos que é necessário votar em alguém que decida por nós. Sendo assim, esse eleitor quer votar em alguém que o represente, e não em alguém que perca a eleição e fique sem representá-lo. É o chamado voto útil. Quando o eleitor não quer “perder” seu voto. Afinal, se seu candidato não for eleito, em tese, você não terá alguém para te representar. Por esse motivo grande parte das pessoas preferem votar nos candidatos com mais chance de ganhar. Os corruptos, os que mais colocam dinheiro em campanha, ou aqueles que são mais comentados pela mídia são os mais votados por esse tipo de eleitor.
  2. Eleitor “cliente”
    Quando o eleitor vota no político e sente que o contratou para prestar um serviço. Geralmente, esse eleitor faz parte de um segmento que quer “defender o seu time”. Como num contrato de prestação de serviços, em que você entrega a chave do carro no Lava-Jato esperando que te entreguem limpo, muitos eleitores apenas votam em políticos para “limparem sua barra” ou para resolverem seus problemas específicos. Querem apenas defender sua “classe”. Seu perfil mais sutil é aquele que vota no político para quando precisa de uma “ajuda”, ter para quem pedi-la.
  3. Eleitor “de um voto só”
    Esse é o mais típico entre os chamados “eleitores conscientes”. Nesse caso, o eleitor faz uma análise minuciosa sobre a posição política do candidato. Porém, fica caladinho com sua decisão. Ele usa o argumento de que o voto é secreto. Tremenda falta de noção e pura ignorância! Se o candidato é bom e ele não divulga, qual a chance de outras pessoas conhecerem o candidato bom e ajudarem a elegê-lo?
  4. Eleitor do Papai Noel
    Esse nome foi meu pai que inventou. Ele diz que tem eleitor que acha que eleição é época de Natal para ganhar presente. Faz uma espécie de leilão para votar em quem “der mais” para ele. Nem é necessário explicar como isso é prejudicial para a política. Afinal, esse tipo de eleitor ajuda a eleger os piores, os mais bandidos mesmo.
  5. Eleitor “não sei, não quero saber, tenho raiva de quem sabe”
    Esse não quer saber de político. Como o próprio nome já diz. Se alguém chega falando de política, ele já começa a reclamar, brigar e falar palavrão. Sabe que está apanhando, mas não quer saber quem está batendo e também não deixa ninguém tentar segurar a mão do “agressor”. Esse eleitor vota branco, nulo ou nem vota. Paga multa só de raiva. Além de se estressar, ele acaba ajudando a eleger os políticos com curral eleitoral e que já estão mais conhecidos “de nome”, ou seja, elegem assim os políticos tradicionais.

Tão necessário quanto diagnosticar a doença, é combatê-la. Observe bem: não é para atacar o paciente, mas sim a doença! Se você se identificou com algum desses tipos de eleitores, ou conhecer alguém com esses comportamentos, agora é a hora de mudar! Antes você provavelmente nem tinha pensado nisso. Mas daqui em diante, observe suas atitudes para que você possa ter um pouco mais de poder dentro do nosso tipo de democracia. Lembrando: “demo”, em grego, quer dizer povo, distrito; “cracia”, poder, domínio. Democracia seria, em tradução livre: o povo no poder. Embora esse “povo” tenha mais a impressão de que tem poder, porque só se pode dizer que um eleitor faz seu papel de escolher o seu candidato se ele for:

  • Tipo de eleitor que a política respeita:
    O eleitor de respeito é aquele que primeiro escolhe um partido baseado nos seus valores para se filiar. Depois, filia-se a esse partido, para então procurar dentre os seus correligionários aquele que melhor o representa, se expressa com clareza e que tem valores e comportamentos coerentes. Pode até chegar a candidatar-se. De todo modo, conversa bastante sobre política com as pessoas e esclarece os seus pontos de vista. E na eleição, se não for mesmo a sua campanha, participa dela como se sua fosse.

Logo, as ideias não saem por aí voando e entrando na cabeça das pessoas sem alguém dizer palavras que as contenham. Por mais simples, necessário ou óbvio, fazer para fazer parte do processo eleitoral e/ou de um partido político, é a única forma de influir na tomada de decisão política. Somente assim, eleitor, você pode ser capaz de dizer que vive a democracia e a entende. Se não for assim o poder não estará nas suas mãos. E você se enganará e será usado sem nem saber.

É mais ou menos assim que acontece: Imagine o que seriam dos doentes se os médicos perdessem a fé na cura? O que seria das nossas casas, se todas as pessoas que moram ou trabalham nelas desistissem de limpá-la porque a sujeira está grande mais?

Ainda que seja praticamente um instinto ver uma cozinha suja e decidir limpar, quando a sujeira é na política, muitos desistem de limpá-la por não acreditar ser possível. Por outro lado, assim como sentimos compaixão de um paciente em estado grave inspirando cuidados, a política precisa de gente que trabalhe por ela.

Política é tão sério e necessário que, infelizmente é de se assustar que a maior parte das pessoas de bem, trabalhadoras e bem intencionadas estejam alheias ao processo eleitoral. Portanto, como é possível que tantas pessoas de bem acabem sendo usadas, perdem a chance de usar o poder que têm e vivem acostumados a um ambiente tão corrupto?

O que acontece é que nós vivemos num tipo de democracia que engana a gente. O Brasil não é um condomínio. Os eleitores brasileiros não decidem juntos onde investir o dinheiro que cada um foi obrigado a dar para ajudar nas necessidades de toda a comunidade do imenso “prédio” em que vivemos. Nossa democracia é indireta. Nós votamos em algumas pessoas que decidem por elas onde investir o nosso dinheiro e quais as regras (leis) todos nós teremos que usar para convivermos juntos.

Por isso nosso tipo de democracia acaba tornando-se tão frustrante! Se o eleitor não ajudar a eleger um candidato e entender bem quais os valores dele, o eleitor fica sem poder algum. Nesse cenário, aparecem os políticos profissionais, que só sabem ganhar eleição, prometendo mundos e fundos para depois ignorar as necessidades reais da população.

Quer viver em um lugar com a POLÍTICA QUE VOCÊ RESPEITA? Faça sua parte! Seja O ELEITOR QUE A POLÍTICA RESPEITA. Simples assim.

 

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