Os 8 discursos que os políticos usam para te deixar mais pobre

Você, provavelmente, já parou para pensar que atrás do palanque, a preocupação do político não é saber com conhecimento de causa cada promessa que ele diz, senão falar o que as pessoas querem que ele diga, certo?

No entanto, pior do que falar mentiras e prometer o que ele não pode fazer, é prometer o que ele pode fazer e, quando eleito, colocar em prática medidas tão prejudiciais e que podem nos deixar mais pobres.

Quando você começa a acreditar na boa intenção do político, e tanto você quando o político não sabem do que estão falando, cuidado! Hoje em dia, existem armas da persuasão tão eficazes, que você pode até ficar mais pobre por causa do que o político prometeu e cumpriu (!), e ainda, ficar convencido de que a culpa não foi dele, muito menos do discurso bem intencionado dele.

No artigo de hoje, você vai descobrir quais as armadilhas mais usadas pelos políticos para te enganar, tomar suas riquezas e te deixar mais pobre.

  1. “Você está sem dinheiro? Nós damos dinheiro para vocês!”Dinheiro não é riqueza. Dinheiro é meio de troca. Apenas uma mercadoria de alto poder de troca para ser usada entre as pessoas que precisam de coisas diferentes e têm coisas diferentes para trocar. Por exemplo: você é dentista e precisa comprar comida. Já pensou se todas as vezes que você for comprar comida, o dono do restaurante tiver que fazer uma consulta odontológica com você? O dinheiro serve para que vocês possam trocar com outras pessoas o que cada um precisa. Certo?
    Agora, o problema é que quando essa mercadoria aumenta no mercado, ou seja, quando os políticos dão dinheiro (crédito) para todo mundo, sem lastro nenhum, o poder de compra desse dinheiro cai. Você pode até achar que está rico, mas se todo mundo tem dinheiro para trocar por coisas, os seus preços aumentam. O nome disso é inflação. Logo, você fica mais pobre, porque não consegue trocar o dinheiro pela mercadoria que você precisa.
    Se o seu caso é “pegar dinheiro no banco do governo”, ou então consegui-lo a juros subsidiados, a situação é a mesma. Você pega dinheiro (que foi criado do nada, em vez de valor poupado antes por alguém), e não riqueza. E a inflação é sempre decorrente desse processo.
    O fato do governo criar mais dinheiro, não significa que ele vai criar mais riqueza. Uma nação não consegue aumentar sua riqueza apenas aumentando a quantidade de dinheiro existente. Por outro lado, ninguém fica mais rico se encontrar uma mina de ouro numa ilha deserta, não tendo com quem trocar.
    Conselho de amiga: foque no seu poder de troca. Pense mais no que você pode oferecer de soluções para as pessoas, que, por isso, elas podem te pagar algo em troca. Naturalmente, você vai ganhar mais valor, vai conseguir trocar mais com as pessoas e conquistar mais riqueza, em vez de focar apenas no dinheiro.
  2. “Vamos abaixar os juros para vocês consumirem mais!”Se seu filho não tem dinheiro para comprar um videogame, sua sugestão é que ele pegue dinheiro emprestado com um amiguinho para ficar lhe devendo, ou que guarde dinheiro até que tenha a quantia necessária para comprar o videogame? No primeiro caso, o seu filho arranja uma dívida, no segundo, ele poupa e tem o seu brinquedo quitado.
    Pode ser que ele não consiga terminar de pagar, e aí? No caso, ele pode perder a amizade do amiguinho, ou então perder o brinquedo. É isso o que acontece quando dívidas são incentivadas. Na vida real, a amizade do amiguinho corresponderia a perder crédito na praça e mais juros sobre juros para pagar.
    Vale ressaltar que quando se compra algo a prazo, paga-se muito mais do que se o valor fosse à vista. E, se este argumento sozinho já não for suficiente, lembra que o incentivo ao consumo tira o foco da real importância de se produzir primeiro, antes da compra.
    Funciona assim: se a pessoa está atolada em dívidas, ela se apega a qualquer emprego que lhe dê o dinheiro para pagar suas contas. Se ela não estivesse tão presa à essa necessidade, ela poderia poupar um pouco a cada dia, para um dia investir em algo que realmente lhe pudesse trazer a liberdade para trabalhar no que ela gosta, ou então para uma vida mais confortável na velhice.
    Ah! Tem mais: o consumo é o modo mais pesado em que os impostos são cobrados pelo governo. Quanto mais a pessoa consome, mais ela paga imposto. No caso da pessoa poupar uma parte da sua renda, ela acaba pagando menos impostos, proporcionalmente, comparada à pessoa que consome tudo o que ganha.
    Sendo assim, a cada vez que você ouvir falar em consumo, perceba a malícia de tomarem seu dinheiro enquanto você se distrai com a “facilidade” de comprar brinquedinhos novos.
    Uma nação não prospera com gente endividada, senão com gente que poupa. Essa é uma das maiores verdades que existem, e você pode acreditar! É lógico. Funciona sempre.
    A partir de agora, poupe mais e viva com tranquilidade.
  3.   “Nós vamos dar à vocês serviços públicos, gratuitos e de qualidade”Por acaso existe algum brasileiro que não paga imposto? Não! Como eu já disse, o maior peso dos impostos está embutido no preço que o vendedor te repassa. O consumidor brasileiro é o maior pagador de impostos que existe.
    Se você paga antes por algo que talvez nem vá usar, mas que o governo te oferece de forma “gratuita”, isso não significa que você não tenha pagado por isso. É como quando a gente paga para malhar numa academia e pode entrar para malhar “gratuitamente” quantas vezes quiser!
    Agora, quando você tem que pagar a “academia” que os políticos escolheram para você, você acaba pagando por muito mais coisa que você não usa. Isso se torna mais pesado para o seu orçamento e, evidentemente, você fica mais pobre.
    A solução? Deixa de pedir que o governo escolha por você. Entenda que sempre sempre sempre vai ficar mais barato e com melhor qualidade se houver mais gente competindo no mercado para oferecer o que o governo oferece hoje.
  4. “Vamos gerar muitos empregos!” 

    Gerar empregos não significa produzir coisas úteis à população. E não faz sentido econômico produzir algo que ninguém irá consumir! Criar empregos de forma artificial significa estimular a produção de algo que não está sendo demandado voluntariamente pelos consumidores e transforma a produção no objetivo final, e não o consumo dessa produção, como deveria ser.
    Por exemplo, quando alguém é pago para encher um caminhão de areia, mas ninguém vai usar essa areia, o investimento ao trabalho do cidadão torna-se inútil e acaba dissipando energia, talento e outros recursos que poderiam ser melhor empregados em coisas que realmente seriam importantes para alguém. Nesse caso, quanto se paga por um trabalho que ninguém precisa? Como calcular o valor/custo dessa mão de obra se, no final, ninguém vai pagar por ela? Assim, perde-se a noção do que é demandado pelos consumidores, pois são eles quem atribuem valor aos bens de consumo final.
    Funciona assim: quando existe um comprador, existe a determinação do valor da mão-de-obra, da matéria-prima e de todos os maquinários e equipamentos utilizados em todos os processos de produção.
    Portanto, ignorar as reais demandas do consumidor e querer criar empregos artificiais e processos de produção que não estão alinhados com os desejos do consumidor é uma medida economicamente destrutiva, pois imobiliza mão-de-obra e recursos escassos em atividades que não estão sendo demandadas pela população. Isso significa destruição de capital e de riqueza.
    Por outro lado, quando um político faz um arranjo para uma grande empresa gerar muitos empregos na sua região, ele acaba por incentivar que essa empresa tenha mais privilégios que outras menores não terão. Isso atrapalha ainda mais que pequenos empreendedores tenham competitividade no mercado! Logo, pobres empobrecem com essa lógica de “vamos dar empregos”.
    Detalhe: se o emprego gerado for dentro do governo, piorou! Esse funcionário público contratado, sendo útil ou não, é pago com o seu dinheiro.
    Portanto, não espere que o governo vai dar alguma coisa. Não acredita nisso, que ninguém dá nada de graça sem tomar de alguém antes.
     

  5.  “O que seria do Brasil se não fossem as agências reguladoras e os órgãos de fiscalização?” 

    Com certeza, seria um país com um índice muito menor de corrupção. Afinal, quem fiscaliza o órgão fiscalizador? Ninguém. Por esse motivo, não há outro modo de resolver o problema. Ou existe liberdade para trabalhar e para escolher (empreendedores investem em empresas para concorrerem por clientes e os clientes fazem a fiscalização da qualidade, comprando de quem preferem), ou então a corrupção toma conta.
    Por exemplo, o caso da telefonia no Brasil. Você acredita que as 4 grandes empresas brasileiras estão concorrendo entre elas por clientes, ou estão confortáveis lucrando no seu pequeno cartel, protegido pela ANATEL? (até rimou)
    Além de fazer perder seu tempo e dinheiro, essas privatizações cartelizadas não adiantam de nada para uma sociedade mais justa. Melhor que nenhum órgão fiscalize, mas que o poder de fiscalizar seja do consumidor, quando ele paga pelo serviço que gosta, mantendo no mercado as empresas que atendam à qualidade exigida.

  6. ” O governo vai gastar mais e enriquecer a população” 

    Não, não vai. Os gastos do governo não possuem o poder milagroso de criar riqueza para todos. Afinal, de onde vem o dinheiro? Mais dinheiro nas mãos do governo significa menos dinheiro nas mãos das pessoas que tiveram esse dinheiro confiscado pelo governo. Quanto mais o governo gasta, mais dinheiro ele toma das pessoas. Quando o governo gasta, sempre há os que ganham (os recebedores finais do dinheiro) e sempre há os que perdem (aqueles de quem o governo tirou esse dinheiro). Impossível todos ganharem. Quem afirma que gastos do governo geram crescimento econômico está afirmando que tomar dinheiro de uns para gastar com outros pode enriquecer a todos. Está afirmando que tirar água da parte funda da piscina e jogá-la na parte rasa fará o nível geral de água na piscina aumentar. Não faz o menor sentido. Pare de acreditar nisso!

  7. “Os economistas precisam estudar muitos cálculos para saber qual a melhor solução para a crise” 

    Não também. Todas as lições de economia são óbvias e lógicas. Você só precisa perceber que o governo só consegue dinheiro tirando-o do povo. Se os políticos estão gastando demais, é porque o povo está ficando mais pobre. Ponto.
    Quanto mais regras, contas e cálculos os economistas fazem, mais estratégias eles estão arquitetando para convencer a população de que precisam tomar mais e mais dinheiro dos pagadores de impostos, direta ou indiretamente.

  8. “O rombo nas contas públicas não significa nada para a economia”
    Significa prejuízo para a população.
    Há outro modo do governo conseguir dinheiro, que não através de impostos e outros tributos. E esse meio é o endividamento; pegar dinheiro emprestado para que a população pague a longo prazo.
    Mas o fato do governo pegar empréstimos com grandes fundos e bancos privados para bancar seus gastos significa um prejuízo ainda maior. Todo dinheiro usado para bancar a gastança do governo deixa de ser direcionado para empreendimentos produtivos. Consequentemente, vários investimentos não podem ser concretizados por não serem financeiramente viáveis em decorrência dos juros maiores causados pelo déficit do governo.
    Impossível mensurar os custos econômicos das empresas que deixaram de ser abertas, dos empregos que deixaram de ser gerados e das tecnologias que deixaram de ser criadas simplesmente porque os investimentos não foram possíveis por causa da absorção de recursos pelo governo.
    Muita gente com potencial para ficar rico acaba nem tendo a chance, quando no Brasil as oportunidades são limitadas aos “amigos do rei” e as dificuldades impostas às demais parcelas da população.

    Fiquem espertos para as próximas eleições! Existem mais lobos em peles de cordeiros que vocês podem perceber, quando começam a acreditar nas simples “boas intenções”.

você pode gostar também Mais do autor

Comentários

Carregando...